A Mostra de Cinema Indígena Aldeia SP é o encontro das culturas indígenas com a cidade de São Paulo. Curtas-metragens realizados pelos povos da floresta, rituais, espetáculos musicais e rodas de conversa trazem a público os modos de saber e fazer, a cultura e as tradições dos povos originários do que hoje chamamos Brasil, além de suas demandas, causas e lutas.

Os 34 filmes que fazem parte da mostra foram os primeiros produtos dos Pontos de Cultura Indígena – implantados em 2010, em uma parceria entre a Rede Povos da Floresta, o Vídeo nas Aldeias, a Associação de Cultura e Meio Ambiente, a Funai e o Ministério da Cultura.

Hoje existem 150 Pontos de Cultura Indígena (PCIs) nas cinco regiões brasileiras. Essa ação tem o objetivo de fortalecer e promover as identidades e a diversidade dos povos indígenas do Brasil, fazendo com que cada comunidade contemplada tenha a oportunidade de potencializar as atividades que já desenvolve e descobrir novos campos de atuação.

Os PCIs começaram com a mobilização das lideranças indígenas, por meio de rodas de conversa com todos os envolvidos no projeto. Essas rodas aconteceram na Comissão Pró-Índio, em Rio Branco, no Acre; no Centro Yorenka Ãtame, localizado na região do Alto-Juruá, no município de Marechal Thaumaturgo, também no Acre; e na Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro, em São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas. Nelas foi definido o formato dos PCIs e seu funcionamento distinto, com eixo temático próprio a cada localidade e plena autonomia do comitê gestor local.

Com adesão das 30 comunidades contatadas, foram realizadas oficinas em práticas digitais nas cidades de Rio Branco, São Gabriel da Cachoeira e Marechal Thaumaturgo. Após um curso básico de informática, de reconhecimento e utilização de equipamentos audiovisuais, os alunos escolhidos por suas comunidades partiram para a captação de imagens. Eles foram estimulados a registrar aspectos da sua cultura que poderiam ser resgatados e difundidos.

Os primeiros 30 PCIs contemplaram as etnias Tukano, Baré, Baniwa, Yanomami, Yawanawá, Huni Kuin, Suruí Paiter, Jaboti, Shawãdawa, Kuntanawa, Katukina, Puyanawa, Marubo e Nukini. Cada grupo passou a ter acesso, em suas próprias comunidades, aos kits dos PCIs, que contêm câmeras, máquinas fotográficas, computadores equipados com todos os acessórios, e placas de captação de energia solar – nos casos de comunidades em que não havia energia elétrica –, para registrar e produzir material documental e artístico.

Após o recolhimento do material, iniciou-se uma segunda etapa das oficinas, de edição e montagem, nas quais esses filmes tomaram a forma final. A cura e a saúde, a alimentação, a caça, a agricultura; as danças, os cantos e rituais; a transmissão de saberes e valores culturais; a capacidade de sobrevivência desses povos, a difusão da cultura indígena e o intercâmbio com outras culturas; e sua reivindicação por plenos direitos de cidadania e de acesso a serviços e bens são temas recorrentes.

Diante da previsão de que, nos próximos dez anos, o país pode perder 30% das línguas indígenas existentes, os curtas-metragens, em sua maioria filmados nos idiomas locais, com legendas em português, constituem um importante registro da riqueza linguística do Brasil.

A mostra Aldeia SP pretende promover o fortalecimento dos idiomas indígenas e de suas comunidades, de modo que elas possam contribuir na busca de soluções para a sociedade brasileira como um todo. A linguagem, o conhecimento da floresta, as formas de espiritualidade e de relação humana que cada um desses povos cultiva são riquezas sem as quais não é possível continuar a jornada.

Cinema de índio

AILTON KRENAK

Diretor do Núcleo de Cultura Indígena
e idealizador da Mostra Aldeia SP



Foi a primeira chegada até Rio Branco, no Acre, que me botou diante de uma pessoa lendária naquelas paragens de rios e florestas na Amazônia: Sueiro Kaxinawá, pai de Siã Huni Kui, o primeiro índio que pegou uma câmara na mão cheio de ideias na cabeça e fez um documentário sobre a vida de índios e seringueiros nas beiras de rio da floresta, o nome deste filme é “Tinton Renê – o rio de muitas voltas”. Puro cinema de Índio.

Subindo de canoa, naquelas rabetas, parando nas colocações, a câmara era uma viagem nas luzes e sombras da floresta, invocando os seres invisíveis, abrindo a boca do rio para o mundo civilizado. Um grito da Rainha da Floresta, Mapinguary, Ayahuasca, Cipó. Cinema de Índio.

O velho Sueiro Kaxinawá naquele encontro em Rio Branco me contou de sua luta pela terra indígena Kaxinawá, me deu presentes, e naqueles dias me mostrou as primeiras visões do Cipó, bebida dos Huni Kui- Kaxinawá. Eu, diante de tanta visão da beleza e esplendor da floresta, ouvi do meu padrinho Sueiro, uma explicação para minhas visões:

"Txai, isto é cinema de índio, é assim
que a gente vê as coisas da floresta.


Vídeo nas Aldeias, é isto Txai
- Cinema de Índio!"


Texto reproduzido com autorização do Vídeo nas Aldeias.

Programação

Local: CCSP - Centro Cultural São Paulo
Salas Adoniran Barbosa e Lima Barreto
Rua Vergueiro 1000 – Paraíso


Sexta-feira (15 de agosto de 2014)
19h00: Toré Pankararú no gramado superior;
19h30: Coral de Crianças Guarani e Show da Marlui Miranda;
20h30: Solenidade de abertura com a presença de Secretários Municipais e autoridades;
21h00: Roda de Conversa com a presença de Juca Ferreira (Secretário Municipal de Cultura);
Alfredo Manevy (Secretário-Adjunto Municipal de Cultura);
Ailton Krenak (Articulador da Rede Povos da Floresta);
João Fortes (Produtor Executivo da Mostra Aldeia SP);
Benki Ashaninka (Líder e Empreendedor Indígena);
Álvaro Tukano (Fundador da UNI – União das Nações Indígenas);
Vicent Carelli (Coordenador do Vídeo nas Aldeias);
Pedro Portella (cineasta e antropólogo) e demais convidados.

Sábado (16 de agosto de 2014)*
10h00 às
14h00:
Roda de conversa com a presença de realizadores indígenas e demais convidados;
15h00: Sessão de cinema e bate-papo com o cineasta indígena Nilson Saboia Huni Kuin;
Viajante Encantado (Ti Ika Nawa) - 19`
Jornal Ashi Ãtame - 17'
Educação Indígena Diferencial - 35'
17h00: Sessão de cinema e bate-papo com o cineasta indígena Shane Huni Kuin;
Dona da Roça (Kupixá Yara) - 31'
Fruto do Trabalho (Murakí Ripiká )- 13'
Ayani por Ayani - 20’
Livro Vivo - 38'
19h30: Sessão de cinema e bate-papo com o cineasta indígena Morzaniel Iramari Aranariutheri.
Uma vista da aldeia - 11'
Trabalhadores Autônomos - 27'
Pescando Surubim (Ba˜i ) - 7'
As palavras de minha avó (Baishadi Shawãdawa) - 16'
O Pajé Pira -Tapúya (Bahsé Gu Waikanã - Any Kanamurú) - 13'
Novo Olhar (U˜i Bena) - 14'
Memórias de Pesca - 7'
Casa dos Espirítos (Watoriki Xapiripë Yanopë) - 24’
*A programação de hoje será oferecida na terça-feira (19/08), exceto o bate-papo com o realizador indígena.

Domingo (17 de agosto de 2014)*
15h00: Sessão de cinema e bate-papo com o cineasta indígena Mauro Môcha Katukina;
Doutor da Floresta (Manã Bai Shushati) - 14'
Povo Verdadeiro (Noke Yorakoisho) - 22'
Feitiço do Sopro - 15'
Kanoê encontra Itabira Suruí - 19’
Donos do Kampô (Nuke Kuî Kampo Ivo) - 6'
Peixe com Macaxeira (Tsatsa Atsa Putsu) - 8'
Barreira (Nuke Kuî) - 8'
17h00: Sessão de cinema e bate-papo com o cineasta indígena Morzaniel Iramari Aranariutheri;
Pesca com Tingue (Puikamã Bakawa) -14’
Vovô Ralhão (Abuho Huam ho) - 18'
Um dia é da casa, outro do caçador (Shaba Betsa Hiwena Ana Betsa Hatu Mebeitunaki) - 16’
O Mito da Shãwã Encantada (Kaykiã) - 17'
Em busca em Kapê - 10'
A história dos velhos (B hk na Ye kihti) - 13'
Tradição em Cena (Reahu a Uëmatwihi) - 17'
19h30: Sessão de cinema e bate-papo com o cineasta indígena Francisco Suruí.
À Procura da Caça - 32'
19 de abril - 10'
A Origem dos Diroá (Diroá Na Mahsã Buha’ke) - 21'
Do tucumã, da palha, do barro: artesanato suruí paiter - 16'
Nema Suruí Paiter - 22’
*A programação de hoje será oferecida na quarta-feira (20/08), exceto o bate-papo com o realizador indígena.

Local: CEUs - Centros Educacionais Unificados da cidade de São Paulo.
Exibição de filmes e bate-papo com realizadores indígenas.


Terça-feira (19 de agosto de 2014)
CEU CAMINHO DO MAR - Rua Engenheiro Armando de Arruda Pereira, 5.241 – Jabaquara.
Horário: 14h às 16h
CEU TRÊS LAGOS - Rua Barro Branco, s/n
Jardim Três Corações.
Horário: 14h às 16h
CEU PAZ - Rua Daniel Cerri, 1549
Jardim Paraná.
Horário: 19h30 às 21h30

Quarta-feira (20 de agosto de 2014)
CEU TRÊS PONTES - Rua Capachós, 400
Jardim Clia.
Horário: 10h00 às 12h00
CEU AZUL DA COR DO MAR - Av. Ernesto de Souza Cruz, 2171
Cidade AE Carvalho.
Horário: 19h30 às 21h30
CEU CANTOS DO AMANHECER - Av. Cantos do Amanhecer, s/n
Jardim Eledy.
Horário: 19h30 às 21h30
CEU JAMBEIRO - Av. José Pinheiro Borges, 60
Guaianases.
Horário: 19h30 às 21h30

Quinta-feira (21 de agosto de 2014)
CEU MENINOS - Rua Barbinos, 111
São João Clímaco.
Horário: 14h às 16h
CEU QUINTA DO SOL - Av. Luís Imparato, 564
Cangaíba.
Horário: 14h às 16h
CEU UIRAPURU - Rua Nazir Miguel, 849
Jardim Paulo VI.
Horário: 19h30 às 21h30

Sexta-feira (22 de agosto de 2014)
CEU SÃO RAFAEL - Rua Cinira Polônio, 100
Jardim Rio Claro.
Horário: 14h às 16h
CEU VILA DO SOL - Av. dos Funcionários Públicos, 369
Jardim Capela.
Horário: 19h30 às 21h30
CEU PERA MARMELO - Rua Pêra Marmelo, 226
Jaraguá.
Horário: 19h30 às 21h30

Os vídeos desta mostra são resultado do “Projeto de Implantação de 30 Pontos de Cultura Indígena”, desenvolvido em 2009 e 2010. Uma realização da Associação de Cultura e Meio Ambiente, com promoção da Funai, Programas Mais Cultura e Cultura Viva, Ministério da Cultura e Governo Federal. Iniciativa da Rede Povos da Floresta.

SINOPSES


19 de abril
10' | 2010

O ritual do rapé fortalece e une o povo Huni Kuin. No dia do índio, o povo Huni Kuin, do Acre, realiza a dança da Jiboia, que imita o movimento sinuoso da cobra, como uma forma de receber sabedoria para lidar com as questões terrenas e divinas.

Vídeo realizado por alunos do povo Huni Kuin, no Ponto de Cultura Indígena Dua Yube Siã, aldeia Novo Segredo, coordenação de Daniel Castelo Branco, Leonardo Sette e Marcelo Pedroso. Vila Jordão/AC.

Direção/Imagens
Francisco Nivaldo Huni Kui
Francisco Roseny Huni Kui
Edição/Tradução:
Francisco Nivaldo Huni Kui
Francisco Roseny Huni Kui
Marcelo Pedroso

À procura da caça
35' | 2010

Olhar dos índios Yawanawá registrando um dia que um Huni Kuin saiu para caçar. Mesmo utilizando os saberes antigos de seu povo, como as ervas e resinas, o Huni Kuin vai em busca de outra solução para alimentar sua família.

Vídeo realizado por alunos do povo Yawanawá, do Ponto de Cultura Indígena Shuvu, com coordenação de Ana Carvalho, Carolina Canguçu e Louise Botkay. Aldeia Mutum. Tarauacá/AC.

Direção/Imagens
Felipe Luís Yawanawá
Cláudia Yawanawá da Silva
Jonathan Yawanawá
Com:
Francisco Atacílio Mirim Huni Kui
Edição:
Felipe Luís Yawanawá
Cláudia Yawanawá da Silva
Jonathan Yawanawá
Carolina Canguçu
Tradução:
Raimundo Rodrigues Huni Kui, Icamuru Huni Kui
e Acel Sales Huni Kui

Abuho Wuamiho
Vovô Ralhão | 18' | 2010

É amarelo vivo a casa de Vovô João Ralhão, que se queixa porque as mulheres abandonadas trazem cigarros para ele benzer. A família come cacau, açaí e macarrão, enquanto ele narra uma dança ritual que durava dois dias e meio. Vovô Ralhão ainda acha que controla tudo e tenta dançar com sua esposa como nos velhos tempos.

Vídeo realizado por alunos do povo Tukano, no Ponto de Cultura Indígena Poterikarã Na'ã Masise're Na'ã Ohoá Wiroriwi'i, com coordenação de Pedro Portella e Julia Barreto. Comunidade Pai-Cachoeira, São Gabriel da Cachoeira/AM.

Direção/Imagens
Ye'pário Maria Rosilene Prado Machado
Ahkitó Barnabé Paz Néri
Com:
Ye'pário Maria Rosilene Prado Machado
João Machado
Amélia Machado e Dayane Prado Machado
Edição:
Ye'pário Maria Rosilene Prado Machado
Ahkitó Barnabé Paz Néri
Julia Barreto e Pedro Portella

Ayani por Ayani
20' | 2010

O foco deste vídeo é a relação profunda entre gerações, em que a neta relata com delicadeza a vida da avó. Esta por sua vez ressalta a importância da tradição, e em meio a luz que entra pelas frestas entre as tábuas de paxiúba, Ayani ensina seus netos a desenharem com urucum.

Vídeo realizado por alunos do povo Huni Kuin, no Ponto de Cultura Indígena Beya Xinã Bena, na aldeia São Joaquim, com coordenação de Ana Carvalho, Carolina Canguçu e Louise Botkay. Vila Jordão/AC.

Direção/Imagens
Ayani Huni Kui
Edição:
Ayani Huni Kui
Isaka Huni Kui
Ana Carvalho
Tradução:
Tadeu Siã
Augustinho Muru

Bahsé Gu Waikanã - Any Kanamurú
O pajé Pira-tapúya | 14' | 2010

O pajé Pira-tapúya recebe os vizinhos que buscam benzimento em um terreno doado pela Igreja Católica. Seu conhecimento tradicional, apesar de parecer descontextualizado, mostra com muita firmeza sua eficácia como rezador.

Vídeo realizado por alunos do povo Baré do Ponto de Cultura Indígena Itapuranga, com coordenação de Pedro Portella e Julia Barreto. São Gabriel da Cachoeira/AM.

Direção/Imagens/Edição:
Sales de Oliveira
Alexandro Melqueiro D'elia
Com:
Any Kanamurú
Alfredo Piratupuia
Tradução:
Kuenaka
João Arimar Noronha Lana
Celso Jânio Dias campos
Gracindo Arágua Almeida
Yupuri
Lair Fontoura Freitas

BAI
Pescando surubim | 7’ | 2010

A família se pinta com urucum à beira do rio para a pesca do Surubim, encontro para os adultos e motivo de brincadeira e aprendizado para as crianças. A pesca é sempre momento de grande união nas sociedades indígenas.

Vídeo realizado por alunos do povo Kuntanawa, do Ponto de Cultura Indígena Kuntamanã, com coordenação de Ana Carvalho, Daniel Castelo Branco e Louise Botkay. Aldeia Sete Estrelas. Marechal Thaumaturgo/AC.

Direção/Imagens:
Iraldo Kuntanawa
Jucimar Kuntanawa
Edição:
Daniel Castelo Branco

Baishadi Shãwãdawa
As palavras da minha avó | 16’ | 2010

Baishadi, a avó de Vakunú, se lembra das canções que ouvia de seu avô, prepara caiçuma para a família e mostra as danças do veado e do sapo encantado. Última falante da língua Shãwãdawa, ensina aos seus netos a pronúncia e o significado do idioma de seu povo.

Vídeo realizado por alunos Shãwãdawa, no Ponto de Cultura Indígena Say Dawa, coordenado por Camila Machado e Pedro Portella. Aldeia Buritizal. Marechal Thaumaturgo/AC.

Direção/Imagens:
Vakunú Shãwãdawa e Txanda Shãwãdawa
Com:
Samuandi
Vakunú
SãwãIura Mistim
Baishadi
Edição:
Pedro Portella, Vakunú Shãwã
e Txanda Shãwãdawa
Tradução:
José Paulo Maná Huni Kui
Txanda Shãwãdawa

Bihkina Ye kihti
História dos velhos | 13’ | 2010

Um homem faz uma viagem de barco para saber onde ficam os lugares sagrados de seu povo. No seu destino encontra-se com sua mãe, que se queixa de que ninguém escuta as histórias dela, e que sempre dão atenção a quem já não sabe contá-las.

Vídeo realizado por alunos dos povos Tariano e Tukano, do Ponto de Cultura Indígena Poterikña Masisé Pomowiathriwi’i, com a coordenação de Julia Barreto e Pedro Portella. Comunidade Iauaretê. São Gabriel da Cachoeira/AM.

Direção/Imagens/Edição:
João Arimar Noronha
Lair Fontoura Freitas
Com:
Doé Isidro Arcanjo Freitas
Maria Prado Freitas
Eusébio Freitas
Tradução:
Kuenaka Celso Jãnio Dias Campos
Kuenaka João Arimar Noronha Lana
Yururí Lair Fontoura Freitas

DIROÁ NA MAHSÃ BUHA’KE
A Origem dos Diroá | 21’ | 2010

Em meio à triagem de recicláveis, e a lembrança de canções Tukano, um velho conta que o surgimento dos Diroá e da Santíssima Trindade remontam a um mesmo acontecimento: o fim de Ahkomi, o pai eterno, que foi morto e comido pelos Iaiuá Mahsã. É marcante o sincretismo da espiritualidade indígena e cristã.

Vídeo realizado por alunos dos povos Tariano e Baniwa, no Ponto de Cultura Indígena Revitalização e Fortalecimento da Diversidade Cultural dos Povos Indígenas, com a coordenação de Julia Barreto e Pedro Portella. Barcelos. São Gabriel da Cachoeira/AM.

Direção/Imagens/Edição:
Kuenaka Celso Jânio Dias Campos
Estalisneu da Silva Pinheiro Filho
Com:
Karí Laurenano Freitas Campos
Sérgio Navarro Campos
Mariquinha Navarro
Tradução:
Kuenaka Celso Jãnio Dias Campos
Kuenaka João Arimar Noronha Lana
Yururí Lair Fontoura Freitas

Do tucumã, da palha, do barro
Artesanato suruí paiter | 16’ | 2010

Duas senhoras vão para a floresta colher tucumã para fazer artesanato. O vídeo mostra desde a extração à venda, e enfoca a sofisticação da tecnologia de manufatura e os utensílios de barro. Os colares demoram aproximadamente dois meses para ficarem prontos, e em tempos de guerra eram usados como proteção.

Vídeo realizado por alunos do Ponto de Cultura Indígena Noá Suruí, na aldeia Lapetanha, coordenação de Camila Machado, Carolina Canguçu e Thomas Schwierskott. Cacoal/RO.

Direção/Imagens:
Clederson Mopibgar Suruí
Gasodá Gasola Suruí
Ubiratan Gamaladtaba Suruí
Tradução/Edição:
Clederson Mopibgar Suruí
Gasodá Gasola Suruí
Ubiratan Gamaladtaba Suruí
Thomas Schwierskott

Educação Indígena diferenciada
35’ | 2010

Os saberes tradicionais não dependem somente da escrita. Na escola indígena, também fazem parte do aprendizado as práticas rituais, o cuidado com a floresta, a fabricação de utensílios e até a compreensão do dinheiro.

Vídeo realizado por alunos do povo Huni Kuin, no Ponto de Cultura Indígena Hene Shawaduayanua, com coordenação de Ana Carvalho, Carolina Canguçu e Louise Botkay. Aldeia São Vicente. Tarauacá/AC.

Direção/Imagens:
Nilson Saboia Huni Kui
José Augusto de Paula Huni Kui
Adelson Paulino Siã Huni Kui
Com:
Francisco Atacílio Mirim Huni Kui
Edição:
Nilson Saboia Huni Kui
José Augusto de Paula Huni Kui
Adelson Paulino Siã Huni Kui
Carolina Canguçu
Tradução:
José Augusto de Paula Huni Kui
Adelson Paulino Siã Huni Kui

Em busca do Kapê
14’ | 2010

Um grupo Puyanawa adentra um pequeno igarapé para verificar o resultado de uma armadilha colocada no dia anterior. Ao puxar as cordas se depara com uma grande surpresa, que torna cômica a captura.

Vídeo realizado por alunos do povo Puyanawa, no Ponto de Cultura Indígena Ewete Dimanã Lubabu, aldeia Ipyranga, coordenação de Camilla Machado e Pedro Portella. Mâncio Lima/AC.

Direção:
Duwãnã Sandro Puyanawa
Udi Dawa Iruyá Vábio Puyanawa
Imagens:
Vábio Payanawa
Edição:
Camila Machado
Tradução:
Mauro Môcha
Odair Pina

Jornal Ashi Ãtame
17’ | 2010

Produzido por um aluno do povo Ashaninka em parceria com um realizador Shãwãdawa, o curta "Jornal Ashi Ãtame" divulga, dentre outros assuntos locais, o trabalho do Centro Yorenka Ãtame de produção de mudas frutíferas e reflorestamento. Notícias reais e fictícias são apresentadas informalmente e com bastante humor.

Vídeo realizado por alunos do Ponto de Cultura Indígena Centro Yorenka Ãtame, coordenado por Camila Machado e Pedro Portella. Aldeia Apiwtxa, Marechal Thaumaturgo/AC.

Imagens:
Haine Wêki Piyãko
Vacunû Shãwãdawa
Apresentadores:
Marinaldo Tsirotsi Ashaninka
Kiyori Pérez Piyãko Ashaninka
Edição:
Marinaldo Tsirotsi Ashaninka
Camila Machado
Aldo Shawãdawa
Evandro Shawãdawa
Tradução:
José Paulo Maná Huni Kui

Kanoê encontra Itabira Suruí
19’ | 2010

Madeireiros, caçadores e pescadores invadem recorrentemente as terras do povo Suruí. O vídeo enfoca a atuação do cacique Itabira como vereador em Rondolândia e sua liderança em proteção ao seu povo. Além de vereador e líder, Itabira também é venerado por suas cinco mulheres, que por serem irmãs e primas se dão muito bem, pois a família é a principal força de trabalho na aldeia.

Vídeo realizado por alunos do povo Kanoê, na aldeia Sertanista Ricardo Franco, com coordenação de Camila Machado, Carolina Canguçu e Thomas Schwierskott. Guajará Mirim/RO.

Direção/Imagens:
Suely Kanoê
Geovane Kanoê
Edição:
Suely Kanoê
Geovane Kanoê
Carolina Canguçu

Kaykiã
O Mito da Shãwã Encantada | 17’ | 2010

Misto de documentário e dramatização, o curta apresenta o mito da Shãwã encantada, em que um casal rouba os filhotes de um ninho de araras, e desse encontro nasce o povo Arara, os Shãwãdawa.

Vídeo realizado por alunos do Ponto de Cultura Indígena Shawã Nãba, com coordenação de Camila Machado e Pedro Portella. Porto Walter/AC.

Direção/Imagens:
Aldo Shãwãdawa
Evandro Ãwutsay Ahetevw
Com:
Aldo
Alrenizia
Evandro
Geovana
Haine Wêki
Valdene
Valdeni
Edição:
Camila Machado
Aldo Shawãdawa
Evandro Ãwutsay Ahetevw

Kumú kii bipó paâ ke’e
Feitiço do Sopro | 15’ | 2010

Sõorî nasceu na Colômbia e agora conta uma parte da história que o fez vir para o Brasil, entre confrontos com a igreja e contato com o sobrenatural. Os grupos indígenas perambulam tradicionalmente percorrendo vastos territórios.

Vídeo realizado por alunos do povo Baré, no Ponto de Cultura Indígena Ye’Pa Masa Mas’sysé Werê Yinoni W.í, com coordenação de Pedro Portella e Julia Barreto. Comunidade Taracuá. São Gabriel da Cachoeira/AM.

Direção:
Agnaldo Diamî Marques Peixoto e Ismael Se’rinihî F. Caxias
Imagens:
Agnaldo Diamî Marques Peixoto,
Ismael Se’rinihî F. Caxias e Ajkito Tiago F. Sampaio
Com:
Sõorî Lino Vasconcelos Solano
Duhígo Salete Vasconcelos Solano
Tradução:
Agnaldo Diamî Marques Peixoto e Ismael Se’rinihî F. Caxias
Edição:
Agnaldo Diamî Marques Peixoto
Ismael Se’rinihî F. Caxias, Julia Barreto e Pedro Portella

Kupixá Yara
Dona da Roça | 31’ | 2010

Maria tem enorme zelo com sua roça de macaxeira e muito orgulho de ser sua própria chefa. Mostra passo a passo a colheita, ralação e secagem do tipiti, e a torrefação da farinha no "forno verdadeiro" construído pelos antigos. Ela leva massa e caxiri para a feira, onde seus produtos são muito populares, faz beiju na hora e dança ao som de um conjunto de flautas.

Vídeo realizado por alunos dos povos Tukano e Baré no Ponto de Cultura Indígena Tapurukuara, com coordenação de Pedro Portella e Julia Barreto. São Gabriel da Cachoeira/AM.

Direção/Imagens/Edição:
Maristela da Silva de Menezes
Anair da Silva Sampaio
Imagens adicionais:
Sales de Oliveira e Alexandro Melqueiro D’elia
Com:
Maria Madalena Araújo Alves
Tradução:
Gracindo Areagua Almeida
João Arimar Noronha Lana
Lair Fontoura Freitas
Celso Jânio Dias Campos

Livro vivo
38’ | 2010

Augustinho Muru está escrevendo o "Livro vivo". Nele estão aproximadamente mil espécies de plantas medicinais e processos de cura. Augustinho leva os mais jovens para a floresta e diz "Já estou me transformando em outra espécie, preciso que prestem atenção", e lá os ensina a cuidar das ervas, que antes eram "parentes" do povo Huni Kuin e agora curam a comunidade.

Vídeo realizado por alunos do povo Huni Kuin, no Ponto de Cultura Indígena Beya Xinã Bena, na aldeia São Joaquim, coordenação de Ana Carvalho, Carolina Canguçu e Louise Botkay. Vila Jordão/AC.

Direção/Imagens:
Tadeu Siã
Ikamuru Huni Kui
Com:
Augustinho Muru
Edição/Tradução:
Tadeu Siã
Augustinho Muru

Manã bai Shushati
Doutor da Floresta | 14’ | 2010

Os Huni Kuin do Breu têm grande apreço por Luís Bispo e por isso o escolhem como seu personagem enfocando em seu trabalho com a medicina da floresta, que segundo ele possui mais remédios do que qualquer farmácia. Diagnostica, faz os medicamentos e cura também por orações. Hoje, Bispo pode atender gratuitamente, pois foi contratado pela prefeitura de Marechal Thaumaturgo após ter curado uma autoridade local.

Vídeo realizado nas oficinas do Centro Yorenka Ãtame com alunos do povo Huni Kuin, do Ponto de Cultura Indígena Yurã Xinã Kaya, coordenadas por Ana Carvalho, Daniel Castelo Branco e Louise Botkay. Aldeia Jacobina, Marechal Thaumaturgo/AC.

Direção/Imagens:
Edgar Siã Huni Kui
João Iskubu Huni Kui
Vander Iskubu Huni Kui
Assistente:
Ibatsai Huni Kui
Edição:
Daniel Castelo Branco

Memórias da Pesca
7’ | 2010

Nas aldeias Puyanawa, moradores remontam os caminhos da pesca, as grandes cheias e vazantes e o processo de reprodução dos peixes. Entre a costura e a puxada das redes, um tempo de fartura é lembrado.

Vídeo realizado por alunos do povo Puyanawa, no Ponto de Cultura Indígena Ewete Dimanã Lubabu, aldeia Ipyranga, coordenação de Camilla Machado e Pedro Portella. Mâncio Lima/AC.

Direção/Imagens:
Duwãnã Sandro Poyanawa
Udi Dawa Iruyá Vábio Payanawa
Com:
Dona Maria
Seu Manoel
Edição:
Camila Machado

Murakí Ripiká
Fruto do Trabalho | 13’ | 2010

Ivaneide, muito cuidadosa e organizada, acompanha ansiosa as obras de construção de sua loja de artesanato. Coloca a culpa no prefeito pela falta de água e pelo mato alto em seu bairro. Mora com a mãe, irmão e filhos, e não quer fazer parte da associação local de trabalhadores.

Vídeo realizado por alunos dos povos Tariano e Baniwa, do Ponto de Cultura Indígena Malikai, com a coordenação de Julia Barreto e Pedro Portella. Assunção do Içana, São Gabriel da Cachoeira/AM.

Direção/Imagens/Edição/Tradução:
Kadhana
Elisangela fontes Olímpio
Gracindo Arágua Almeida
Com:
Ivaneide Martins Rocha
e Família

Nema Suruí Paiter
22’ | 2010

O pajé Nema é o protagonista deste vídeo. Com sua esposa, na Aldeia Apoena Meirelles, fala da tradição que não pode se perder e decide organizar uma festa tradicional com as flautas Suruí Paiter. O ritual evoca os espíritos da mata para trazerem a cura. Além do som denso das diferentes flautas, as pinturas corporais também têm correspondência sonora, e trazem a beleza e a força dessa cultura.

Vídeo realizado por alunos do povo Suruí, na aldeia Sertanista Apoena Meirelles, com coordenação de Camila Machado, Carolina Canguçu e Thomas Schwierskott. Rondolândia/MT.

Direção/Imagens/Edição:
Francisco Meirelles Namalota Suruí
Naraiel Paiter Suruí

Noke Yorakoîsho
Povo Verdadeiro | 8’ | 2010

Os Marubo narram de forma muito peculiar suas descobertas na aldeia Puyanawa, comentando de forma hilária o processo de aprendizado e criação audiovisual. Na segunda parte, na aldeia Marubo, mostram um encontro com uma cobra preta, a dança com a peculiar sonoplastia do Aruá e, na maloca, utilizam o "módulo noturno" de sua filmadora para mostrar cenas inéditas do pajé rastreando a doença com um telescópio.

Vídeo realizado por alunos do povo Marubo, no Ponto de Cultura Indígena Kapyvanaway Marubo, aldeia Vida Nova, coordenação de Camilla Machado e Pedro Portella. Atalaia do Norte/AC.

Direção/Imagens/Tradução:
Nazareno Francisco da Cruz
Sidney Ivi Marubo
Com:
Yochi, Nakêpapa, Paya Sina
Seu Zezinho, Shanê Panâ e Tawa Ivo
Edição:
Pedro Portella

Nuke Kuî
Barreira | 8’ | 2010

A construção da BR364, a Transamazônica, trouxe inúmeros problemas ao atravessar a terra indígena, pois espanta a caça e oferece risco de atropelamento aos indígenas. Muitas promessas não foram cumpridas pelo poder público, até o momento em que os Katukina se reúnem fechando a estrada.

Vídeo realizado por alunos do povo Katukina, >no Ponto de Cultura Indígena Yositi Shovo, aldeia Samaúma, coordenação de Camilla Machado e Pedro Portella. Cruzeiro do Sul/AC.

Direção/Imagens:
Mauro Môcha
Imagens:
Mauro Môcha e Benjamin Sherê Katukina
Com:
Levi Pequeno de Souza Hushunawa
Adriano Rosa da Silva Katukina
Orlando Assis Cruz Katukina
Fernando Rosa da Silva Katukina, Orleir Cameli e Marcelo
Edição:
Pedro Portella
Tradução:
Mauro Môcha, Odair Pina, Armedio Katukina
e Nivaldo Katukina

Nuke Kuî Kampo Ivu
Donos do kampô | 6’ | 2010

Kampô é o nome do sapo, Phyllomedusa bicolor, do qual extraem o veneno para utilizar como injeção, que acreditam possuir propriedades curativas. O vídeo mostra com muito realismo os efeitos desta aplicação.

Vídeo realizado por alunos do povo Katukina, no Ponto de Cultura Indígena Yositi Shovo, aldeia Samaúma, coordenação de Camilla Machado e Pedro Portella. Cruzeiro do Sul/AC.

Direção/Imagens:
Mauro Môcha
Fotos:
Enciclopédia da Floresta
Com:
Ivanilde dos Santos Katukina
Creuza Carneiro Katukina, Ângela Paulo Katukina, Adolfo Carneiro e André carneiro
Aplicador:
Edson dos Santos
Edição:
Pedro Portella
Tradução:
Mauro Môcha e Odair Pina

Puikamã Bakawa
Pesca com Tingue | 14’ | 2010

Os Huni Kuin utilizam o tingue tradicionalmente para pescar. Por ser uma planta que tem a propriedade de reduzir o oxigênio da água, obriga o peixe a subir para a superfície em busca de oxigênio, facilitando sua captura, o que se torna uma grande festa. Desde o seu preparo torna-se um ritual que envolve toda a aldeia.

Vídeo realizado por alunos do povo Huni Kuin, no Ponto de Cultura Indígena Huni Kuinê Bayaxarabu Baybena, aldeia Três Fazendas, coordenação de Daniel Castelo Branco, Leonardo Sette e Marcelo Pedroso. Vila Jordão/AC.

Direção:
Fernando Huni Kui
Maria Huni Kui
Imagens:
FernandoHuni Kui
Maria Huni Kui
Savana Huni Kui
Edição/Tradução:
Fernando Huni Kui
Daniel Castelo Branco

Reahu a Uëmatwihi
Tradição em Cena | 17’ | 2010

O espírito do gavião real é evocado para encontrar as doenças da maloca pelo pajé Xirixiana. A tecnologia da caça é a principal capacidade a ser dominada pelo guerreiro no universo indígena. Enquanto os caçadores voltam à aldeia, a pintura corporal e a dança ritual feminina são apresentadas.

Vídeo realizado por alunos do povo Yanomami, no Ponto de Cultura Indígena Hutukara, com coordenação de Pedro Portella e Julia Barreto. São Gabriel da Cachoeira/AM.

Direção/Imagens:
Ivan Xirixiana
Ênio Mayanawá
Com:
Pajé Xirixiana e Comunidade Uxiú-ti Yanomami-RR
Tradução:
Marzaniel Iramari
Ênio Mayanawá
Edição:
Julia Barreto
Pedro Portella

Ti Ika Nawa
O viajante encantado | 19’ | 2010

Essa é uma das poucas experiências ficcionais da mostra. Um grupo prepara-se para caçar Nambu, mas encontra seres encantados da floresta. Esses seres são envenenados, e o único sobrevivente passa a ser criado pelos caçadores. Assim começa o mito Huni Kuin do viajante encantado.

Vídeo realizado por alunos Huni Kui do Ponto de Cultura Indígena Xinã Bari Shaba, com coordenação de Camila Machado e Pedro Portella. Aldeia Cruzeirinho. Marechal Thaumaturgo/AC.

Direção/Imagens:
Acelino Kaxinawá, José Paulo Maná Huni Kui e Raimundo Paulo Kaxinawá
Com:
Acelino Kaxinawá, Raimundo Paulo Kaxinawá
José Luiz Maçal Kaxinawá, Chagas Luiz Kaxinawá
Luciano Luíz Maçal Kaxinawá, Francisco Luíz Maçal Kaxinawá e Lenisa Cerqueira Sereno Kaxinawá
Edição:
Pedro Portella
Tradução:
José Paulo Maná Huni Kui

Tsatsa Atsa Putsu
Peixe com Macaxeira | 8’ | 2010

O vídeo mistura ficção e documentário. Um Puyanawa fantasia um dia de pesca e colheita da macaxeira para alimentar sua família. Em meio a essa narrativa, moradores contam histórias sobre cheias e vazantes e as atuais dificuldades da pesca na região.

Vídeo realizado por alunos do povo Katukina, no Ponto de Cultura Indígena Yositi Shovo, aldeia Samaúma, coordenação de Camilla Machado e Pedro Portella. Cruzeiro do Sul/AC.

Direção/Imagens:
Mauro Môcha
Com:
Marconi Poyanawa
Raimundo Davi
Seu Ademar
Edição:
Pedro Portella
Tradução
Vábio Payanawa

Ui Bena
Novo Olhar | 14’ | 2010

Filme sobre a oficina de edição audiovisual do Centro Yorenka Ãtame. Alunos e professores relatam suas atividades e a importância do processo para suas comunidades de origem.

Vídeo realizado por alunos do Ponto de Cultura Indígena Yurã Xinã Kaya, com coordenação de Ana Carvalho, Daniel Castelo Branco e Louise Botkay. Aldeia Jacobina, Marechal Thaumaturgo/AC.

Direção:
João Iskubu Huni Kui
Imagens:
João Iskubu Huni Kui
Vander Iskubu Huni Kui
Edição:
Ibatsai Huni Kui
João Iskubu Huni Kui
Vander Iskubu Huni Kui
Edgar Siã Huni kui
Daniel Castelo Branco

Um dia é da casa, o outro do caçador
16’ | 2010

Um caçador consegue abater um grande pássaro antes de ir a uma festa no dia de São Sebastião, ao voltar faz uma prece e dorme, quando acorda tudo está em chamas. No dia seguinte a família se reúne em uma investigação.

Vídeo realizado por alunos dos povos Yawanawá e Huni Kuin, no Ponto de Cultura Indígena Peshe Tsew, aldeia Nova Esperança, coordenação de Daniel Castelo Branco, Leonardo Sette e Marcelo Pedroso. Tarauacá/AC.

Direção/Imagens:
Abel Batista Brasil Yawanawá
Alderico Luiz Yawanawá
Josias Maná Huni Kui
Edição:
Abel Batista Brasil Yawanawá
Alderico Luiz Yawanawá
Marcelo Pedroso
Tradução:
Ademar Huni Kui
Marcelo Pedroso

Uma vista da aldeia
11’ | 2010

O canto do povo Yawanawá é pleno de beleza. Cantando, fazem as brincadeiras conhecidas como Mariri, que, apesar de parecerem lúdicas aos nossos olhos, ocultam finalidades sociais específicas, um exercício de manutenção da cultura e de disseminação de conhecimentos tradicionais para os mais jovens.

Vídeo realizado por alunos do povo Yawanawá, no Ponto de Cultura Indígena Peshe Tsew, aldeia Nova Esperança, coordenação de Daniel Castelo Branco, Leonardo Sette e Marcelo Pedroso. Tarauacá/AC.

Direção:
Abel Yawanawá
Alderico Yawanawá
Adayson Luis Vinna Yawanawá
Imagens:
Adayson Luis Vinna Yawanawá
Edição:
Abel Yawanawá
Alderico Yawanawá
Marcelo Pedroso

Watoriki Xapiripë Yanopë
A casa dos espíritos | 24’ | 2010

Os mais velhos reforçam a importância da tradição e garantem sua perpetuação, para que os Yanomami não deixem suas aldeias para se tornarem brancos. As crianças acompanham tudo de perto, participam das caçadas, preparam caiçuma e açaí para um grande encontro, aprendendo a ser Yanomami.

Vídeo realizado por alunos do povo Yanomami, Aldeia Watoriki-Theri, Ponto de Cultura Indígena Urimi Theri Yamaki Ihirude, com coordenação de Pedro Portella e Julia Barreto. São Gabriel da Cachoeira/AM.

Direção/Imagens:
Morzaniel Iramari
Dário Kopenawa
Edição:
Julia Barreto
Pedro Portella
Morzaniel Iramari
Tradução:
Ênio Mayanawa
Morzaniel Iramari
Dário Kopenawa

We’sé’ri Da’rari Masâ
Trabalhadores Autônomos | 27’ | 2010

O filme se passa em três casas. Na primeira, um senhor conta com muito humor porque a mandioca tem casca e de onde veio o primeiro pé de capim. Na segunda, uma senhora serve xibé, fala da sopa de quiampira e conta qual é a prioridade para a educação das novas gerações. Na terceira casa, outro senhor culpa os missionários pelo enfraquecimento da tradição indígena na região de São Gabriel da Cachoeira.

Vídeo realizado por alunos do povo Yanomami, no Ponto de Cultura Indígena Hãhusirõ Irêmiri Parãmera, com coordenação de Pedro Portella e Julia Barreto. Aldeia Balaio, São Gabriel da Cachoeira/AM.

Direção:
Aha’kitoo Tiago F. Sampaio
Imagens:
José Maria dos Santos Sampaio
Com:
Tõâro’iî Ke’eohôri, Yu’ûsiô Domingas Rocha dos Santos
Joaquina Sarmento dos Santos
Tradução:
Marzaniel Iramari e Ênio Mayanawá
Edição:
Julia Barreto, Pedro Portella e Aha’kitoo Tiago F. Sampaio



CONVIDADOS DA AMAZÔNIA


Francisco Meirelles Namalota Suruí:
Morador da Aldeia Apoena Meirelles, é filho do líder Itabira Suruí. Descobriu no trabalho de vídeo sua paixão, pois seu filme mostra de maneira original a vida de um pajé lutando para manter as tradições. Da etnia Suruí Paiter, habita a Terra Indígena Sete de Setembro, estado do Mato Grosso.

Mauro Môcha Katukina:
Katukina da Terra Indígena do Campinas, em Cruzeiro do Sul, Acre, encontrou na produção de documentários a ferramenta perfeita para denunciar os abusos cometidos pela construção da rodovia BR364, que atravessa a sua terra no filme “A Barreira” e para defender o uso do Kampô, conhecido como injeção do sapo.

Morzaniel Iramari Yanomami:
Yanomami da Terra Indígena Watorik Teri/Demini localizada no município de Barcelos, Amazonas, na Fronteira com Roraima, Morzaniel apresenta o filme “Casa dos Espíritos”, que mostra o universo Yanomami com preciosismo.

Shane Huni Kuin/Gustavo Manduca:
Morador da Aldeia Centro de Memória São Joaquim, da etnia Huni Kuin, está em preparação para se tornar pajé, dando continuidade à história do pai, Agostinho Muru, o mais importante pajé da Terra Indígena do Rio Jordão, município de Jordão, Acre.

Tuwe Huni Kuin/Nilson Sabóia:
Morador da Terra Indígena Kaxinawá do Rio Humaitá. Coordenador de agentes agroflorestais da Comissão Pró-Índio do Acre, estudou no American Language Institute da New York University. Diretor de “Índios Brabos”, sobre o trabalho desenvolvido para proteção dos isolados.


CONVIDADOS DE SÃO PAULO


Evandro Tupã:
Morador da Aldeia Jaraguá Tekoá Pyau, localizada próximo ao Pico do Jaraguá, na cidade de São Paulo. É auxiliar pedagógico no Centro de Educação e Cultura Indígena Jaraguá.

Thiago Onório dos Santos:
Morador e educador da aldeia Tenondé Porã, localizada na região de Parelheiros, zona Sul de São Paulo. Organizador do Moai, projeto de valorização de plantas medicinais tradicionais Guarani.

Tupã Mirim/Osmar Veríssimo:
Morador e educador da aldeia Tenondé Porã, cidade de São Paulo. Membro Titular do Colegiado Setorial para Culturas Indígenas no MinC (Ministério da Cultura).

Werá Mirim/Willian Macena:
Morador da Aldeia Jaraguá Tekoá Pyau, é coordenador de projetos realizados junto ao Ministério da Cultura para a divulgação e circulação da cultura e tradições Guarani.